Canoagem recebe homenagem

Na tarde desta sexta-feira (20), os atletas do Clube de Regatas de Cascavel receberam homenagens.

Ana Paula Vergutz e Vagner Souta foram agraciados com a Menção Honrosa da Assembleia Legislativa do Paraná, ação proposta pelo Deputado Estadual Coronel Lee, em homenagem pelas conquistas de medalhas nos Jogos Pan-Americanos em Lima, no Peru.

Na oportunidade, 21 atletas do CRC que estiveram recentemente no Campeonato Brasileiro em Brasília também foram condecorados com medalhas, além dos técnicos e do presidente Marcelo Vergutz, agraciados com uma moeda de honra.

“Para nós é uma honra essa homenagem porque treinamos tanto e ser reconhecido é bom demais”, alegrou-se Ana Paula. “Que possamos sempre poder representar bem nossa cidade e nosso país”, resumiu Vagner.

Presente ao evento, o prefeito Leonaldo Paranhos garantiu apoio à canoagem de Cascavel, com inventivos e ajuda junto ao Comitê Olímpico Brasileiro.

Reunião discutiu instalação de presídio

Foi realizada na noite de quinta (19), uma reunião na Associação dos Moradores do Bairro Floresta, na Região Norte de Cascavel, para tratar de assuntos relacionados à construção de uma unidade prisional naquela localidade.

Além de três vereadores – Valdecir Alcântara, Roberto Parra e Professor Adenilson – estiveram na platéia dezenas de pessoas de toda a região, inclusive do Bairro Lago Azul, onde está destinada a penitenciária.

Nos debates, ficou claro o posicionamento contrário dos moradores da Região Norte contra a instalação da penitenciária como “vizinha” da sua casa. “Antigamente nós da Região Norte éramos tratados com indiferença pelo resto do pessoal de outros bairros, que achava que morador daqui não prestava, era bandido. Foram anos para mudar isso e transformar nosso bairro num lugar melhor para as famílias. Agora que estamos conseguindo e ainda lutamos por isso, não é certo que uma penitenciária, aumentará os casos de violência, seja instalada por aqui”, se manifestou um morador.

Outra moradora testemunhou o drama de seus pais. “Meus pais moram em Catanduvas, onde tem a penitenciária federal. Lá é um drama. Além do comércio levar calote de muita gente de fora que foi morar ali por cauda dos detentos, o povo vive com medo. Meus pais moram lá e eu sei de perto o drama que vive quem tem presidiário como vizinho”.

Presentes à reunião, o deputado Coronel Lee relatou que mais da metade de sua vida na carreira militar foi dedicada a estudar e atuar junto ao sistema prisional. “Estudei muito tudo isso até para poder comandar ações dentro de presídios e posso afirmar que, por mais ‘baixa periculosidade’ que possa ser uma unidade prisional, os detentos não foram parar ali por não terem feito nada. Devem sempre estar sob supervisão. Só que o problema maior é quem esses encarcerados trazem junto consigo seus comparsas de crime. Vemos todos os dias crimes cometidos cuja ordem saíram de dentro dos presídios”, relatou. “Basta analisarmos, por exemplo, onde são feitas as penitenciárias nos Estados Unidos: ou são no meio do deserto ou em ilhas. Simples assim. Não ficam na vizinhança de grandes comunidades”, explanou.

Um dos pontos altos do evento foi a discussão sobre a preocupação não somente com a Região Norte, mas com toda a Região Oeste do Estado. “Temos que ver, por exemplo, que a instalação de uma penitenciária em Catanduvas, até hoje reflete em Cascavel. Há alguns anos, devemos lembrar, aconteceu o assassinato de uma psicóloga que trabalhava na Penitenciária Federal, cuja morte foi encomendada por uma facção criminosa que atua dentro e fora de presídios brasileiros. Igualmente a morte encomendada de um outro Agente Penitenciário na região do lago há poucos anos atrás. Essa foi a conclusão da Polícia Federal. Então o que alegar? Que ficaremos seguros? Toda a região será afetada”, continuou o Parlamentar.

“Penitenciária deve ser construída sim, é questão de lógica. Têm criminosos e não tem vagas. É matemática. Mas elas devem ser feitas em lugares apropriados, longe da população”, concluiu.

“Esse é um momento importante de discussão com a comunidade para que se faça valer sua vontade. Democracia é assim, deve valer a vontade da maioria e não projetos votados a toque de caixa, que tentam passar sem a vontade popular. Essa reunião elucidou e deixou claro muitos pontos, entre eles que nossa comunidade não foi escutada como deveria pelas autoridades responsáveis por isso”, finalizou Juarez de Araújo, organizador da reunião.

Ao final da reunião, todos os presentes, inclusive os vereadores presentes que votaram a favor da instalação da penitenciária, assinaram o abaixo assinado pedindo a anulação desse processo.

Audiência debaterá instalação de presídio

Nesta quinta-feira (19), Audiência Pública em Cascavel debaterá futuro da instalação de um presídio na cidade no modelo de Apac

Dia 19 de setembro, 14 horas, Câmara Municipal de Cascavel. Será nesta data, hora e local que a Comissão de Segurança do legislativo local irá colocar em pauta a discussão sobre a “necessidade da construção da Apac, Associação de Proteção e Assistência ao Condenado, um modelo de para ressocialização de detentos”, segundo informações junto à Comissão.

Na Audiência Pública, está confirmada a presença de moradores da Região Norte da Cidade, cujo local foi indicada a instalação da unidade prisional, o que gerou grande revolta na população daquela região.

Além dos moradores e outras autoridades, o Deputado Estadual Coronel Lee, que na mesma data teria agenda em Brasília, em encontro com ministros da Educação e da Segurança, fez questão de ressaltar que estará sim, nesse debate. “Cancelei minha agenda para ficar ao lado da população neste dia. Não penso que a instalação de mais uma penitenciária em Cascavel seja necessária, uma vez que aumenta o índice de criminalidade, uma vez que traz detentos de fora da cidade, e com eles, toda ‘sorte’ de coisas ruins”, destacou o parlamentar.

O Deputado lembrou que o modelo de uma Apac não é ruim, mas deve ser visto com cautela. “Claro que queremos a ressocialização dos presos. O grande problema é instalar uma penitenciária em Cascavel, aonde o aumento da criminalidade que vem por meio disso, fatalmente crescerá. Por que não fazer em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, onde existe um Complexo Penitenciário? A lei diz que o detento deve ficar próximo ao seu domicílio, mas na prática isso não acontece. Acabam transferindo presos de outros lugares para uma nova unidade prisional. Temos duas penitenciárias em Cascavel (A PEC – Penitenciária Estadual de Cascavel) e a PIC (Penitenciária Industrial de Cascavel). Se bem trabalhadas, elas podem sim ser voltadas à ressocialização. Basta organizar”, finalizou.

Atletas da canoagem receberão homenagem

Ana Paula Vergutz e Vagner Souza serão agraciados com Menção Honrosa do Estado do Paraná proposta pelo Deputado Coronel Lee

Dois medalhistas de Cascavel nos Jogos Pan-Americanos em Lima, no Peru, serão agraciados com a Menção Honrosa do Estado do Paraná. A honraria é um dos maiores reconhecimentos aos feitos dos dois dos atletas, Ana Paula Vergutz e Vagner Souza, com reais condições de conquistarem um lugar no pódio de Tóquio, na Olimpíada de 2022.

Enquanto Vagner remou pelo K1 Masculino 1000 metros e garantiu a medalha de bronze, Ana Paula garantiu mais um bronze disputando o K1 Feminino 500 metros. “É uma emoção muito grande poder representar nosso país e ainda, ter a honra de subir ao pódio”, alegrou-se Vagner. “Para mim, receber uma Menção Honrosa é ser reconhecido por todo o esforço que fazemos, dos dias de treino, da luta. Só tenho mesmo que me sentir muito feliz e agradecido”, revelou o atleta. “Eu também estou muito feliz. Só quem é atleta sabe as dificuldades que se enfrenta”, lembrou Ana Paula.

Para o Deputado estadual Coronel Lee, esse ato é apenas um pouco do que os atletas precisam de reconhecimento. “Essa menção é uma forma de incentivarmos esses jovens atletas a continuar. Sabemos que não é fácil. Imaginamos das lutas que eles passam em busca até de patrocínio para disputar os campeonatos. Uma Menção Honrosa é o mínimo que esses vencedores merecem”, enalteceu o parlamentar.

A Menção Honrosa acontecerá no Lago Municipal de Cascavel, a partir das 17 horas da sexta-feira (20), com a presença dos atletas do Clube de Regatas de Cascavel e autoridades. Toda a comunidade está convidada a participar.

Escola sem Partido foi rejeitada

Por 27 votos contra 21, a proposta Escola sem Partido não passou na Assembleia Legislativa do Paraná, na tumultuada sessão da tarde desta segunda-feira (16).

A proposta trazia como premissa vedar a “prática de doutrinação política e ideológica” na sala de aula, assim como a realização de atividades de cunho moral ou religioso que “possam estar em conflito com as convicções dos pais ou responsáveis pelos estudantes”.

Pela proposta, as escolas seriam obrigadas a fixar cartazes – de 70 centímetros de altura por 50 centímetros de largura – para divulgar os “deveres do professor”, o que inclui “não se aproveitar da audiência cativa dos alunos para promover suas próprias opiniões, concepções ou preferências ideológicas, morais, políticas e partidárias” e “respeitar o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções”.

O projeto, que trazia como primeiro princípio a “promoção do respeito a neutralidade política, ideológica e religiosa aos alunos das instituições de ensino”, defendia ainda que o poder público “não se imiscuirá na orientação sexual dos alunos nem permitirá qualquer prática capaz de comprometer ou direcionar o natural desenvolvimento de sua personalidade”.

Um dos que votaram sim a proposta foi o Deputado Estadual Coronel Lee, que justificou seu voto. “Não é possível que aceitemos doutrinação dentro das escolas. Não podemos concordar que os professores passem a manipular nossas crianças, estabelecendo a elas como pensar e instigados a agir de maneira até desrespeitosa. Isso sem falar na questão até mesmo de identidade de gênero e outros absurdos, cujo governo anterior tentava impor”, pontuou.

O parlamentar ainda pediu atenção a quem boicotou esse projeto. “É bem importante que a sociedade fique bem atenta a quem prega de defensor da família, mas na hora das votações, acaba não colocando essa discurso em prática”, finalizou.

Na briga pelas forças de segurança

Passados pouco mais de oito meses da atual legislatura, os deputados estaduais oriundos das forças de segurança que foram eleitos na esteira da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência começam a desafogar diversos projetos de lei relacionados à segurança pública, especialmente de valorização de policiais militares e civis e agentes penitenciários.

Existem hoje pelo menos 15 proposições sobre o tema que tramitam na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Número que aumentou com o crescimento da “bancada da bala”, composta por ex-delegados, soldados, tenentes e coronéis, em sua maioria filiados ao PSL. São dez que formam o núcleo duro e que contam com o apoio de outros deputados também alinhados ao assunto, porém sem patentes.

Na lista de projetos, é notória a preocupação com o profissional da área da segurança. Nela há a proposição que garante direito ao pagamento de meia-entrada e a que prevê cota nas universidades estaduais para filhos de agentes de segurança mortos ou incapacitados pelo serviço. Entre os projetos também há um de assistência jurídica gratuita a policiais e outro que exime agentes de segurança do pagamento de eventuais danos em viaturas.

Na última semana, um projeto de lei do governo estadual que criava o Fundo Especial do Sistema Único de Segurança Pública (Funsus/PR) e garantia o repasse de recursos do governo federal para a segurança no estado quase parou por causa de emendas que previam a destinação de 10% a 15% do total para programas habitacionais e melhoria da qualidade de vida dos policiais do Paraná. Na votação em plenário, na última segunda-feira (9), porém, as emendas foram rejeitadas sob o risco de os recursos não caírem nos cofres do estado.

O deputado Coronel Lee (PSL), também com carreira na Polícia Militar, reforça o discurso. “Alguns direitos temos de preservar e oferecer uma compensação. Esta é a nossa grande e forte bandeira, de mostrar para os governantes e para a sociedade como um todo a importância do policial, até porque ele é a última barreira antes da instalação do caos”, opina.

“Tratamento diferenciado

A especificidade do trabalho dos profissionais das Polícias Militar e Civil e do Departamento Penitenciário (Depen) é ponto unânime entre os deputados ligados à área. Por isso, não escondem a opinião de que os policiais e agentes de cadeia merecem um tratamento especial por parte do poder público, com direitos distintos do restante dos servidores públicos do estado.

No centro dessa discussão está o projeto de lei complementar do governo do Paraná que pretende acabar com a concessão de licenças especiais aos servidores do estado. As licenças-prêmio permitem ao servidor tirar três meses seguidos de ausência a cada cinco anos consecutivos trabalhados, recebendo o salário normalmente no período de folga. No caso dos policiais militares, a licença ocorre a cada dez anos e o direito é de seis meses de parada. Na terça-feira (10), a Comissão de Constituição e Justiça da Alep adiou a votação.

A bancada, inclusive, já demonstrou estar alinhada e preparada para os embates futuros no plenário da Alep. Na votação do projeto de reajuste salarial para servidores do Legislativo e do Judiciário também na segunda-feira (9), os deputados das forças de segurança votaram em uníssono contra a proposta, que acabou sendo aprovada. Rejeitaram a proposta Coronel Lee (PSL), Delegado Fernando Martins (PSL), Delegado Jacovos (PR), Delegado Recalcatti (PSD), Do Carmo (PSL), Soldado Adriano José (PV), Soldado Fruet (Pros) e Subtenente Everton (PSL).”

Matéria da Gazeta do Povo. Reportagem completa aqui

Na briga pela Assistência Jurídica aos policiais

Um projeto que tramita na Assembleia Legislativa do Paraná pretende oferecer assistência jurídica gratuita a policiais. A proposta, que já recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça, e agora está sendo avaliada pela Comissão de Finanças e Tributação, prevê que todos os integrantes das forças de segurança do estado que, durante o exercício de suas funções, se envolvam em situações que demandem tutela jurídica, tenham acesso à defesa gratuita oferecida pelo estado.”

De acordo com o deputado estadual Coronel Lee (PSL), um dos 11 signatários da proposta, o objetivo é garantir que o policial não fique desamparado diante de uma situação que surge pela própria atividade que ele exerce. “Quando o policial vai até uma ocorrência, ele não sabe o que vai encontrar. Se acontece um entrevero lá, uma troca de tiros, e ele atinge alguém, ele fica sozinho”, explica.

Conforme o texto, a defesa seria feita pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), seguindo o que estabelece a Medida Provisória n° 872/2019, que alterou a 11.473/2007, para garantir que integrantes da Segurança Nacional de Segurança Pública que venham a responder inquéritos policiais e processos judiciais sejam representados judicialmente pela Advocacia-Geral da União.

“A proposta diz ainda que a PGE poderia estabelecer um convênio com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PR) para credenciar advogados inscritos em seus quadros para cuidar da defesa dos policiais. Nesse caso, caberia ao executivo “autorizar as despesas necessárias” para custear as despesas relacionadas ao convênio – embora ainda não haja estudos e estimativas relacionadas a esses possíveis gastos.

Outra possibilidade seria a de recorrer à Defensoria Pública do Estado. Contudo, essa seria reservada a casos de vulnerabilidade ou falta de condições financeiras – o órgão atende, em geral, pessoas com renda familiar de até três salários mínimos. Ainda assim, alguns deputados, como Coronel Lee, são contra recorrer à Defensoria, já que os defensores assumem vários casos que “vão contra” a polícia. “Não cabe à mesma instituição defender os dois lados”, diz.

A questão sobre quem assumiria a responsabilidade pela defesa dos policiais foi uma que gerou debate entre os deputados na reunião da CCJ em que ele foi aprovado. Para Tiago Amaral (PSB), Tadeu Veneri (PT) e Tião Medeiros (PTB), que votaram pela inconstitucionalidade do projeto, defender servidores do estado não é atividade da PGE – assim como alterar as atividades do órgão não caberia ao Legislativo estadual. Porém, para os deputados que assinam a proposta, quando estão atendendo ocorrências, os policiais representam o estado e poderiam ser defendidos pela Procuradoria.”

“Viaturas danificadas

Outro projeto voltado para policiais que também já recebeu parecer favorável da CCJ da Assembleia foi o que os exime de arcar com despesas relacionadas ao conserto de viaturas danificadas durante o atendimento a ocorrências de urgência e emergência – ou de carros de terceiros danificados nas mesmas condições.

A justificativa utilizada é de que “o Estado não pode passar o risco de suas atividade ser servidor”, a qual é respaldada por uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo sobre situação semelhante – e reitera dispositivo garantido pela própria Constituição, que, no artigo 37, § 6, afirma que “pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”.”

Fonte: Gazeta do Povo. Matéria original aqui

Coronel Lee defende a licença especial na CCJ

O Deputado Estadual Coronel Lee apresentou nesta quarta (4) na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná seu posicionamento quanto ao corte da Licença Especial para os servidores do Estado.

“Na nossa visão, licença especial como para a Polícia Militar, entre outras funções mais específicas, deve ser mantida. Isso porque há funções que não recebem hora-extra e nem tem banco de horas”, justificou o parlamentar.

O Projeto de Lei Complementar foi retirado de pauta com pedido coletivo de vistas para ser reavaliado e deve voltar à discussão na próxima terça-feira (10).

Penitenciárias: pontos a serem considerados

Entrevista na TV Tarobá nesta quinta (28)

Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (29) em seu gabinete em Cascavel (PR), o Deputado Estadual Coronel Lee revelou seu posicionamento quanto ao projeto aprovado na Câmara da cidade, no início de semana, que destina uma área para a doação onde futuramente se pretende implantar uma penitenciária.

O projeto de Lei 95/2019, votado e aprovado por 19 a 1 no final da tarde da última terça-feira (27) autoriza o Município a fazer a doação de uma área de 48,4 mil m² destinada à construção de uma unidade prisional em Cascavel. O terreno, remanescente da Fazenda Piquiri, já era cedido à Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) desde 2016.

Pontos desfavoráveis

Para o Deputado Estadual Coronel Lee, o grande problema não é a construção de uma unidade prisional voltada à ressocialização dos detentos, mas sim, o local de instalação dela. “Temos dados mundiais de que a alocação de uma unidade prisional aumenta em até 30% o índice de criminalidade na região onde é contruída. Isso se deve, diz o estudo, pela vinda de um sem números de comparsas desses marginais”, aponta o parlamentar, com a experiência de quem ao longo dos seus 35 anos de vida militar, passou grande parte de sua carreira trabalhando diretamente com esse tipo de situação. “Vivenciei muito a situação prisional, não só de ler números, mas de estar lá, na penitenciária, quando aconteciam rebeliões”, lembra.

Para o Deputado, o sistema de ressocialização não é ruim, deve existir, mas deve existir em local adequado. “O Complexo Prisional de Piraquara (região metropolitana de Curitiba) é um bom lugar, uma vez que ali existe um Batalhão de Polícia dedicado a cuidar somente disso. Por que não fazer lá? É lógico que temos que ter mais prisões, já que o número de detenções está anos-luz à frente do número de vagas. Isso é indiscutível. Mas o modelo e o local de implantação disso deve ser muito bem pensado”, orientou ele.

O Deputado, que é Presidente da Comissão de Segurança na Assembleia Legislativa do Paraná, deixou claro ainda que não irá contra o pensamento daqueles que o elegeram, mas cabe a ele alertar. “Sou um representante eleito, principalmente dessa região, Oeste e Sudoeste do Paraná. Existem outros 53 deputados que lutam por suas respectivas regiões. Se o povo aqui, de onde represento, quiser de fato uma penitenciária, claro que vamos contribuir para isso. O objeto é somente alertar e trazer informações”.

Solução “mais rápida”

Abordado pelos jornalistas quanto a uma solução para essa situação, o Deputado Coronel Lee é pontual. “Desde que assumimos a presidência na Comissão de Segurança temos buscado soluções para esse tipo de questão. Em abril protocolamos um requerimento para a Secretaria de Planejamento fazendo apontamentos e dando alternativas para essa questão prisional no Paraná. Entre as nossas sugestões estáw a implantação de Unidades Penais com gestão compartilhada. “Seria uma parceria público-privada. O Estado não pode privatizar prisões, mas pode entregar a gestão para empresários, por exemplo”, explica o Deputado.

Na justificativa entregue ao secretário Valdemar Jorge, está a de que “o atual sistema carcerário está em colapso, e o Paraná não pode permanecer mais com um modelo antigo”. Entre as vantagens advindas da parceria público-privada para o Estado destaca-se a menor necessidade de investimentos diretos e indiretos, transparência nas contratações, aplicação de menos pessoal, qualidade de serviço, eficiência na aplicação dos recursos, flexibilização na estrutura do projeto, o que torna o processo bem mais rápido”, frisou o Deputado.

A justificativa do requerimento enviado ao governo diz que “a obra é feita pela iniciativa particular, já as vantagens para a iniciativa privada são que existe um fluxo de receitas estável, garantias dadas pelo estado e recebimento da contraprestação, por parte do estado, após a conclusão e entrega de cada etapa, uso de mão-de-obra, pagamento de salário com redução de incidências trabalhistas”.

No Paraná segundo a SESP/DEPEN/PC conforme dados de março de 2019 a população carcerária estava em 21.472 presos em penitenciárias, 11.517 presos em delegacias, 7.005 pessoas com tornozeleiras ativas e 39.122 pessoas com mandados de prisão em aberto. Em 2018 foram 77.527 pessoas detidas no Estado do Paraná. As prisões estão abarrotadas, o direito a dignidade humana para os presos não são respeitados, não há espaço para dormir, dormem até no banheiro ou no chão. “Acreditamos sim nos projeto de ressocialização daqueles presos que querem mudar de vida. Claro que temos que dar condições dignas a eles, mas precisamos antes, conhecer todas as coisas que envolvem essa questão”, encerrou o parlamentar.

Assistência Jurídica para policiais aprovado na CCJ

Foi aprovado nesta terça-feira (27) na Comissão de Cidadania e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), o projeto de lei número 576/2018, sendo o Deputado Estadual Coronel Lee um dos autores e um dos maiores defensores desse tema.

O texto aprovado prevê que “o Estado deverá prover assistência jurídica aos policiais civis, militares, da polícia científica, que, no exercício de suas funções ou em razão delas, se envolvam ou sejam implicados em casos que demandam tutela jurídica, seja judicial ou extrajudicial”.

“Essa é uma conquista que devemos comemorar. Esse é mais um passo num projeto que irá resguardar nossa força policial juridicamente. Quando um policial vai a uma ocorrência, tem confronto com bandidos, salva vidas, ele fica sozinho para responder suas ações. A partir desse projeto, ele terá quem o defenda”, enfatizou o parlamentar.

Votaram contra: Tiago Amaral (PSB), Tadeu Veneri (PT) e Tião Medeiros (PDT).

Depois de aprovado na CCJ, o projeto segue para o parecer da Comissão de Segurança, e posteriormente, para votação no Plenário da Alep.