Deputado Estadual Coronel Lee visita área invadida pelo MLST em Catanduvas

Parlamentar esteve no local, onde movimento criminoso dos sem-terra ameaçou família para ouvir os relatos dos proprietários, e tomar providências

Momentos de pânico e de tensão na Fazenda Isabel Cristina na área rural da cidade de Catanduvas, distante cerca de 60 quilômetros de Cascavel, no Oeste do Estado. No domingo, dia 28 de junho, cerca de 50 pessoas do MLST – Movimento de Libertação dos Sem Terra, braço dissidente do MST, tentou invadir a propriedade. “Eu sinceramente achei que eles me matariam”, confidenciou Jackson Boeno, proprietário. “Eles estavam cercando tudo, e no dia 28 quiseram entrar, mas não deixamos. Eles colocaram fogo na porteira da fazenda e ficaram ali na entrada a noite toda fazendo fogueira e bebendo. Isso tudo na presença da Polícia Militar”, continuou ele.

A esposa e a filha do proprietário relataram os momentos vividos. “O que eles fazem é um verdadeiro terrorismo psicológico. Estavam fortemente armados, sempre nos ameaçando, batendo facões, batendo enxadas, foi aterrorizante mesmo”, relatou Suellen, a filha. “Eu pensei que estava num filme de terror naquele domingo. Eu cheguei lá na entrada e nem consegui descer do carro porque fiquei em pânico. Voltamos para a sede da fazenda para não sermos agredidas. Graças a Deus que a Polícia Militar chegou e conseguiu conter a invasão, mas ainda a sensação do pânico fica todo dia, porque eles podem a qualquer momento fazer isso de novo”, explica dona Naira Boeno, esposa do proprietário.

Em visita no local da invasão, o Deputado Estadual Coronel Lee pode colher esses depoimentos emocionados da família Boeno. “Não podemos admitir que isso fique assim. Não há no Paraná um palmo de terra improdutiva. O que esses criminosos fazem é invadir propriedades de pessoas de bem para implantar o terror, roubar e vender os produtos roubados. Eles não produzem nada”, disse o parlamentar. “Vamos reforçar nosso discurso e nossas ações na Assembleia Legislativa do Paraná e sobretudo, cobrar a Secretaria de Segurança Pública do Paraná sobre esse tipo de situação. Isso não pode e não vai ficar assim”.

O Deputado ainda lembrou que durante a pandemia, as ações de reintegração não estão sendo feitas. “Há uma ordem para que neste momento de pandemia a Polícia Militar não execute as reintegrações, mas por que não fizeram isso antes? E será que a justiça avisou aos vagabundos que por enquanto não pode invadir, porque estamos num momento de isolamento social?” indagou. “O produtor tem que ter segurança para produzir. A agricultura é o que movimenta a nossa economia”, disse.

Histórico

A família Boeno adquiriu a área em 1981 e deu continuidade no plantio de soja que já era feito naquela região, atividade que se estende até os dias de hoje. No ano de 2000 a matriarca da família faleceu, e parte dessa área ficou para uma das filhas que acabou negociando suas partes naquelas terras. Entre os compradores dessa área, estava um homem que acabou preso por envolvimento com o narcotráfico. A área desse homem preso foi sequestrada pela justiça. “Desde 2008 até hoje não temos mais paz. A área que a justiça bloqueou foi invadida pelos sem terras e eles desde então, tentam rotineiramente invadir a nossa área, que acabou ficando vizinha a essa invasão. Nós só queremos continuar produzindo e ter paz”, finalizou Jackson.

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