“Não se trata bandidos com flores”

Somente quem trabalha nas ruas, cara a cara com a criminalidade, sabe dos riscos e do receio de sair de casa sem saber se voltará. Essa é a rotina de um Policial, cuja esmagadora maioria é formada de pessoas de bem e voltadas a dar sua própria vida em defesa da sociedade.

Há poucos dias, uma ocorrência policial registrada na madrugada de domingo (12), resultou na morte de Andrei Gustavo Orsini Francischini, de 35 anos, na Praça da Espanha, em Curitiba. Mais uma vez, o caso teve uma ampla repercussão e, como ocorre em muitas situações, foram veiculadas matérias e comentários condenando os policiais, mesmo sem a investigação e apuração dos fatos.

O discurso em plenário nesta terça-feira (21) do Deputado Estadual Coronel Lee veio de encontro a essa situação. “Como devemos encarar um sujeito que foge de uma abordagem e tenta atropelar os policiais por duas vezes? Com flores?”, indagou o deputado em sua fala. “Você está tentando nos matar, mas nós puxamos uma rosa pra você. Será que é isso que a imprensa queria que acontecesse?”, questionou. “Ele já havia fugido da PM em outras ocasiões. Em 2013 foi preso porque estava empreendendo fuga e atropelou um policial que estava na barreira. Quase matou o policial. Em 2013, no mesmo ano, foi preso por extorsão. Em 2014 foi preso por embriaguez. Ainda constam vários boletins de ocorrência, por ameaça, por perturbações ao sossego. E é a PM que é a vilã?”, continuou.

O Deputado ainda questionou os órgãos de imprensa, já que o Andrei é filho de dono de um jornal. “Corporativismo, senhores, serve para o bem e para o mal. A imprensa, não vou generalizar, está malhando a PM sem saber o que está acontecendo. Eu não entendo por que tanto ódio pela justiça. Tanto ódio pela Polícia. Essa é a hora de nos unirmos”, frisou. “Se a polícia estiver certa, nós vamos protegê-la. Se estiver errada, cairemos ‘matando’, como situações que traremos nos próximos dias. Tenho respeito pela família que perdeu seu filho, mas cuidado com acusações infundadas sobre a polícia. Vamos até as últimas consequências, finalizou”.

Haverá inquérito policial – ainda não concluído – que determinará o desfecho dessa questão.

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