Projeto que nasceu no gabinete do Deputado Coronel Lee está confirmado para fazer parte de painel em encontro virtual na Escócia
Projeto que nasceu no gabinete do Deputado Coronel Lee está confirmado para fazer parte de painel em encontro virtual na Escócia
A pandemia deste ano de 2020 acabou atrasando, mas mesmo assim foi confirmada a participação do Programa Corredores de Água Boa no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente junto ao encontro para as Mudanças Climáticas da ONU e aos integrando os Campeões do Clima COP 25 e COP26. O evento será realizado de forma virtual a partir de Glasgow na Escócia.
Quem representará o Programa Corredores de Água Boa no encontro será o premiado ambientalista Carlos Tavares Ferreira, que levará também o nome da Carbono Zero e Fundação Tavares Ferreira, numa discussão que deve envolver líderes de negócios e finanças, do governo subnacional, da sociedade civil e das Nações Unidas na oitava Reunião de Alto Nível de Caring for Climate, para uma conversa sobre as formas de intensificar coletivamente a ação climática até o quinto aniversário da adoção do Acordo de Paris.
Este ano, o encontro criará impulso para a Cúpula da Ambição Climática virtual em 12 de dezembro de 2020, convocada conjuntamente pelas Nações Unidas, Reino Unido e França, em parceria com o Chile e a Itália, na qual os governos nacionais deverão anunciar novos e ambiciosos compromissos assumidos no Acordo de Paris.
O encontro Caring for Climate reunirá lideranças para apoiar uma recuperação saudável, resiliente e voltado a programas de carbono zero, para que se evitem ameaças futuras, crie empregos e possibilite ainda, um crescimento inclusivo e sustentável.
“Só temos a agradecer a Deus esse reconhecimento tão importante. Esse encontro deveria ter acontecido, mas devido a pandemia, acabou postargado. O que nos deixa felizes é que a ONU manteve mesmo assim o reconhecimento ao nosso Programa Corredores de Água Boa, como um dos mais importantes atualmente do planeta, para ser apresentado numa Conferência Mundial de alto impacto ambiental”, finalizou o Deputado Coronel Lee.
Projeto apresentado pelo Deputado Coronel Lee para minimizar efeitos da crise hídrica foi simplesmente “colocado na gaveta” pelo atual prefeito de Cascavel
Basta passar pelo Lago Municipal de Cascavel para ver a cena do caos que a falta de planejamento com a água causou. À beira de um racionamento sem precedentes na história do município, Cascavel sofrerá as consequências de um prefeito que simplesmente ignorou os alertas e as ajudas para minimizar os efeitos da pior seca que a Capital do Oeste sofre nos últimos 30 anos.
O projeto
Apresentado em julho de 2019 em reunião direta com o prefeito Leonaldo Paranhos, o Programa Corredores de Água Boa foi elaborado justamente quando a população de Cascavel sofreu com um surto de diarréia, ocasionado por contaminação da água. Sensível a essa questão, o Deputado Coronel Lee juntamente com especialistas da área, elaborou um projeto que blinda os rios urbanos, dando qualidade e volume aos rios.
Para termos uma idéia, de como a blindagem seria feita, só o Instituto de Terras e Águas (IAT, antigo IAP – Instituto Ambiental do Paraná) doaria mais de 1,140 milhão de mudas de árvores. Num comparativo direto, hoje existem plantadas em Cascavel cerca de 65 mil árvores, o que aumentaria em quase vinte vezes o volume de árvores no município. Fora outros projetos dentro do Corredores de Água Boa, que se preocupa desde a nascente até o final do percurso dos rios urbanos. A elaboração do projeto foi tão boa que a ONU – Organização das Nações Unidas – convidou o Programa Corredores de Água Boa para ser apresentado na Escócia, na metade de 2020, evento cancelado posteriormente pela pandemia.
Prefeito ignorou
Além de ignorar os alertas de que a questão da água poderia se complicar em pouco tempo, Leonaldo Paranhos ignorou também o convite feito pela própria ONU. Qual seria o motivo? Seria porque esse projeto não foi elaborado por sua equipe, ou porque não conseguiria fazer marketing pessoal em cima disso?
Desassoreamento adianta?
Não adianta. A tentativa do atual prefeito em justificar a crise hídrica passa pelo desassoreamento do Lago Municipal, a principal “caixa d’água” da cidade. No entanto, “fazer buraco não gera água”, e essa situação poderia contaminar a água juntamente com o aumento do volume de peixes naquele espaço.
A questão é que, com planejamento, e com os alertas que foram dados desde julho 2019, a eminência de um racionamento e de rodízios do consumo de água poderiam ser minimizados ou até mesmo desnecessários se implantados projetos consistentes. Jogar a culpa na Sanepar? Mas será que um gestor, que se diz preocupado “com o futuro e as crianças” não deveria antever situações como essa? Não é isso que faz um gestor? Planejar?
Em momento tão complicado para o estado hídrico do Paraná, projeto do Deputado Estadual Coronel Lee Abe é uma alternativa contra a falta de água
Em momento tão complicado para o estado hídrico do Paraná, projeto do Deputado Estadual Coronel Lee Abe é uma alternativa contra a falta de água
Deputado Estadual Coronel Lee Abe com o consultor ambiental Sr. Carlos Ferreira e o Major Luiz de Havila Júnior
No começo de maio deste ano o Paraná decretou situação de emergência hídrica no Estado. Segundo registros do Simepar e do Instituto Água e Terra (IAT), entre fevereiro e abril, “a anomalia de precipitação atingiu o Paraná de forma generalizada, com valores entre 30% e 90% de déficit, configurando situação de estiagem hídrica nos mananciais de abastecimento”.
Para termos uma ideia de como os rios que abastecem as cidades foram afetados, o Rio Iguaçu, por exemplo, em um dos pontos de medição em União da Vitória, no extremo sul do Estado, aponta o menor nível já registrado desde 1931, quando passou a ser monitorado. Ou seja, em 89 anos, o rio nunca havia chegado em 1,29 metro, como em maio de 2020. O “normal” é 2,07m e já chegou a 8m em grandes cheias.
E qual a solução? “Não adianta tapar o sol com a peneira toda vez que temos situações de risco hídrico. Precisamos tomar medidas que venham a sanar essa situação para nossa futura geração o mais breve possível”, explica o Deputado Estadual Coronel Lee Abe.
Soluções na prática
Criado em 2019, o Programa “Corredores de Águas Boas” foi pensado para que rios urbanos de todo o estado do Paraná voltassem a ser limpos, possíveis de serem utilizados até mesmo para pescar e nadar e sobretudo, protegidos, minimizando o impacto da falta de água na vida da população. “Logo no início do nosso mandato (fevereiro de 2019), recebemos a informação de que as águas dos rios que abasteciam a cidade de Cascavel estavam contaminadas, o que levou a uma série de problemas de saúde à população naquela época. Então, entre os projetos que começamos a trabalhar, o de termos uma solução para a água potável na cidade e em quantidade, entrou como prioridade”, lembra o parlamentar. “A nossa equipe começou a trabalhar nisso e montou, ao longo dos meses seguintes, uma solução completa para esse problema, não para ser paliativa, mas para ser uma solução que vai salvar o futuro da nossa água. Apresentamos esse plano juntamente com o Secretário de Meio Ambiente de Cascavel, Sr. Wagner Yonegura, com o consultor ambiental Sr. Carlos Ferreira, e ainda com o Major Luiz de Havila Júnior, membro da nossa equipe de projetos em nosso gabinete, com mais de duas décadas de experiência nas questões ambientais, onde atuou no Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar do Paraná, em diversas palestras e reuniões com agentes preocupados com o abastecimento nas cidades”, contou o Deputado.
Vale ressaltar ainda que o Programa foi aceito no “Prêmio Gulbenkian para a Humanidade”, com sede em Portugal, o qual visa reconhecer pessoas, grupos de pessoas ou organizações de todo o mundo cujas contribuições à mitigação e adaptação às mudanças climáticas se destacam por sua novidade, inovação e impacto.
Já em execução como programa-piloto na cidade do Oeste, com a intenção de expandir para todo o Paraná, o Programa Corredores de Águas Boas totaliza 17 projetos dentro desse programa, que vai desde implantação de curva de nível nas plantações das zonas rurais, até plantio e blindagem dos rios em sua área urbana. “Isso já está em andamento e o que é melhor: sem ônus para o município. A recuperação de nascentes na área urbana, as melhorias nas estradas rurais e construção de curvas de nível já são uma realidade. Recebemos também a confirmação da doação de 1 milhão e 140 mil mudas de árvores nativas que serão utilizadas no programa só em Cascavel”, ressaltou o Deputado.
Crédito de carbono
Além de todo benefício com a blindagem e proteção dos rios, o que minimiza a perda de água, o Programa ainda prevê créditos para quem estiver no contexto. “Produtores rurais que tiverem rios protegidos em suas propriedades, assim como as cidades, poderão vender créditos de carbono. Países da Europa, principalmente, compram esses créditos. É a maneira mais segura e permanente das cidades saírem também de uma crise econômica”, finalizou o parlamentar.